Trump defende manutenção de blitzes do ICE após mortes em operações
O presidente Donald Trump mantém apoio a abordagens de trânsito pelo ICE, desafiando suspensão temporária do DHS após episódios fatais.
Pontos principais
- O governo Trump defende as blitzes de trânsito como ferramenta essencial para o combate ao crime e deportações.
- O DHS suspendeu temporariamente as abordagens após mortes de imigrantes em incidentes no Maine e no Texas.
- Governos do México e da Colômbia criticaram a violência nas operações, citando mortes de seus cidadãos.
- O ICE registrou recorde de 10 mil detenções em cinco dias durante o período da Copa do Mundo de 2026.
- O procurador-geral em exercício, Todd Blanche, confirmou que investigações internas sobre os casos estão em curso.
O presidente Donald Trump reafirmou seu apoio às operações de fiscalização de trânsito realizadas pelo Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE), apesar da recente suspensão temporária das atividades determinada pelo Departamento de Segurança Interna (DHS). A medida do DHS ocorreu após a morte de dois imigrantes em abordagens distintas no Maine e em Houston, incidentes que intensificaram as críticas da oposição democrata e de governos estrangeiros sobre a conduta da agência. O governo mexicano anunciou que pretende apresentar denúncias criminais contra os EUA, enquanto o presidente colombiano, Gustavo Petro, classificou a morte de um cidadão de seu país como um assassinato.
As operações do ICE ganharam escala durante a Copa do Mundo de 2026, período em que a agência registrou um recorde de 10 mil detenções em apenas cinco dias. Segundo o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, a estratégia visava manter ações discretas longe dos estádios para garantir a segurança do evento esportivo. Enquanto o governo justifica as táticas como essenciais para a segurança nacional e o combate ao crime, parlamentares democratas argumentam que a agência tem extrapolado suas funções, colocando em risco tanto imigrantes quanto cidadãos americanos. O procurador-geral em exercício, Todd Blanche, informou que investigações internas estão sendo conduzidas em colaboração com autoridades locais para apurar as circunstâncias das mortes recentes.
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