Trump retornou à Casa Branca prometendo deportações massivas após anos de imigração ilegal elevada no governo Biden. Desde janeiro de 2025, autorizou operações em cidades, bairros e empresas, resultando em 605 mil deportações até 10 de dezembro de 2025. Além disso, 1,9 milhão de imigrantes se "autodeportaram" voluntariamente, influenciados por ameaças veiculadas nas redes sociais e incentivos financeiros. Inicialmente evitou setores dependentes de imigrantes, mas agora mira locais de trabalho. Há protestos, ações judiciais por discriminação e uso excessivo de força, com detenção de não criminosos (41% dos casos) e imigrantes legais. Líderes locais, como o governador de Minnesota e o prefeito de Minneapolis, têm denunciado o uso excessivo da força e a falta de apoio policial local, gerando confrontos verbais diretos com o presidente Trump, que acusa esses líderes de "incitar a desordem" e "insurreição". A intensificação das prisões relacionadas à imigração tem gerado tensões e confrontos, como os ocorridos em Minneapolis, onde houve denúncias de uso de crianças como "isca" para prender imigrantes. A condução das audiências de fiança para imigrantes detidos pelo governo Trump tem sido alvo de críticas e intervenção judicial, com o juiz federal-chefe de Minnesota, Patrick J. Schiltz, apontando a não conformidade com ordens judiciais e a privação do devido processo legal para detidos como Juan T.R. A escolha de Minnesota como foco da ofensiva migratória de Trump, com a Operação Metro Surge, é atribuída a um escândalo de fraude envolvendo a comunidade somali no estado e à tensão política entre o governo republicano de Donald Trump e o governo democrata de Minnesota. Trump atacou a comunidade somali, qualificando-a de "lixo" e atribuindo-lhe a culpa por perdas financeiras em fraudes, apesar de a maioria dos somalis no estado serem cidadãos americanos. As ações do ICE no estado, inicialmente focadas na comunidade somali, passaram a se concentrar mais na comunidade latina. A morte da cidadã americana Renée Nicole Good em 7 de janeiro de 2026 e do enfermeiro Alex Pretti em 24 de janeiro de 2026 durante operações em Minneapolis gerou forte repercussão negativa, levando a protestos e alertas de lideranças republicanas sobre o desgaste político das ações do ICE. Essa pressão resultou em uma mudança de postura de Trump, que passou a buscar a redução da tensão e a colaboração com as autoridades locais, além de realocar o comandante da operação e enviar Tom Homan para reavaliar a estratégia em Minneapolis. Minnesota, um estado-santuário, tem um histórico de ativismo e resistência às políticas de Trump, com a população se organizando para proteger imigrantes contra deportações e abusos, utilizando "observadores" para monitorar as ações do ICE. Em 30 de janeiro de 2026, o poder de atuação dos agentes do ICE foi significativamente ampliado, com a permissão para efetuar prisões sem a necessidade de mandados, uma medida que pode intensificar ainda mais as operações e gerar novas discussões sobre direitos e devido processo legal.