Presença do ICE em cidades-sede da Copa do Mundo gera temor
Atuação de agentes de imigração durante o torneio nos EUA preocupa torcedores e organizações, que temem operações de deportação e intimidação.
Pontos principais
- Mais de 120 organizações emitiram um alerta de viagem devido ao risco de violações de direitos de imigrantes.
- Pesquisa aponta que 65% dos americanos se opõem à atuação do ICE nas cidades-sede da Copa.
- O governo dos EUA sustenta que o foco será o combate a crimes como tráfico e falsificação.
- Grupos da sociedade civil organizam campanhas de proteção e ameaçam greves contra a presença de agentes.
A realização da Copa do Mundo nos Estados Unidos enfrenta um clima de tensão devido à presença ostensiva de agentes do ICE (Immigration and Customs Enforcement) nas cidades-sede. Mais de 120 organizações de direitos humanos emitiram alertas de viagem, expressando preocupação com possíveis operações de deportação e intimidação contra imigrantes durante o evento. Embora o governo norte-americano afirme que o foco das autoridades será o combate a crimes graves, como tráfico e falsificação, o ceticismo permanece elevado. Uma pesquisa recente indica que 65% da população americana desaprova a atuação do órgão durante o torneio. Como resposta, sindicatos e ONGs, incluindo a Human Rights Watch, têm articulado campanhas de proteção e ameaçado greves para pressionar por uma trégua nas fiscalizações, visando garantir a segurança e a livre circulação de torcedores de diversas nacionalidades.
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