Dívida da Braskem sofre desvalorização no mercado secundário
Títulos da petroquímica caem para 30% do valor de face em meio a impasses na reestruturação de R$ 50 bilhões em dívidas.
Pontos principais
- Debêntures e CRAs da Braskem são negociadas a 30% do valor de face, queda acentuada frente aos 50% registrados meses atrás.
- A companhia possui um passivo total de R$ 50 bilhões, sendo 60% composto por bonds emitidos no exterior.
- A empresa obteve uma suspensão judicial de cobranças por 60 dias e iniciou mediação na Câmara Wind.
- O plano de recuperação extrajudicial enfrenta resistência de credores que exigem a conversão da dívida em equity.
- A petroquímica, controlada pela IG4 Capital e Petrobras, reportou queima de caixa de R$ 4,6 bilhões no primeiro trimestre.
A Braskem enfrenta um cenário crítico de liquidez, refletido na forte desvalorização de seus títulos de dívida local no mercado secundário. Com um passivo total de R$ 50 bilhões, a petroquímica tenta viabilizar um plano de recuperação extrajudicial focado no alongamento dos prazos de pagamento. No entanto, as negociações com os credores permanecem em impasse, uma vez que parte do grupo exige a conversão da dívida em equity, o que alteraria a estrutura de capital da companhia. Atualmente, a empresa está sob proteção judicial temporária, com suspensão de cobranças por 60 dias, enquanto busca um consenso na Câmara Wind. A situação é agravada pela queima de caixa de R$ 4,6 bilhões registrada no primeiro trimestre, pressionando a gestão da IG4 Capital e da Petrobras na busca por uma solução sustentável para o endividamento.
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