Petrobras estuda aporte na Braskem para evitar recuperação judicial
Estatal avalia injetar capital na petroquímica para sanar dívida de R$ 50 bilhões e impedir processo judicial após fracasso em negociações.
Pontos principais
- A Braskem acumula dívida de quase R$ 50 bilhões e falhou em acordos de renegociação extrajudicial com credores.
- A Petrobras, como acionista relevante, intensificou sua influência na gestão ao nomear Magda Chambriard para o conselho.
- A estatal contratou a boutique financeira BR Partners para assessorar conselheiros nas discussões sobre o futuro da empresa.
- Analistas do mercado financeiro monitoram os possíveis impactos de um aporte direto na saúde financeira da Petrobras.
A Petrobras intensificou as movimentações para evitar que a Braskem recorra à recuperação judicial diante de um passivo que se aproxima dos R$ 50 bilhões. Após o fracasso nas tentativas de renegociação extrajudicial com credores, a estatal, que detém participação relevante na petroquímica, passou a atuar de forma mais direta na gestão. Esse movimento inclui a nomeação de Magda Chambriard para a presidência do conselho e a contratação da consultoria BR Partners para assessorar os conselheiros ligados à petroleira nas decisões estratégicas. A injeção de capital direto surge como uma alternativa para estabilizar a companhia, embora a medida gere cautela entre analistas. O mercado questiona como um eventual aporte poderia afetar o balanço da Petrobras, especialmente em um momento em que a estatal busca equilibrar sua saúde financeira com investimentos estratégicos em um cenário de volatilidade nos preços do petróleo.
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