Governo do Iêmen classifica voos iranianos como violação de soberania
Autoridades iemenitas acusam o Irã de enviar equipamentos militares aos Houthis e bombardeiam aeroporto para impedir pouso de aeronave vinda de Teerã.
Pontos principais
- O governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, bombardeou o aeroporto de Sana'a para desviar um voo vindo do Irã.
- O vice-presidente Abdullah al-Alimi afirmou que a rota aérea viola a soberania nacional do país.
- Autoridades iemenitas acusam o governo iraniano de fornecer equipamentos militares ao movimento Houthi.
- O governo iemenita classificou os Houthis como uma ameaça crescente à segurança global e à economia internacional.
O governo do Iêmen, reconhecido internacionalmente e apoiado pela Arábia Saudita, intensificou a pressão contra a influência iraniana no país ao bombardear o aeroporto de Sana'a. A ação militar forçou o desvio de uma aeronave que transportava uma delegação Houthi de retorno de Teerã. O vice-presidente Abdullah al-Alimi declarou que os voos diretos entre o Irã e áreas controladas pelos rebeldes constituem uma violação direta da soberania iemenita, sustentando que as aeronaves são utilizadas para o transporte de equipamentos militares destinados aos Houthis. A escalada reflete a preocupação de Riad e de seus aliados sobre a expansão do poder Houthi, que, segundo al-Alimi, deixou de ser um conflito doméstico para se tornar um risco significativo à estabilidade da economia internacional e à segurança regional.
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