Avanço da duplicata escritural enfrenta desafios de adaptação
O mercado de antecipação de recebíveis no Brasil lida com baixo conhecimento técnico e complexidade operacional na transição para o modelo digital.
Pontos principais
- O mercado de antecipação de recebíveis movimenta cerca de R$ 10 trilhões por ano no Brasil.
- Pesquisa da fintech Monkey revela que 50% dos fornecedores ainda desconhecem o funcionamento da duplicata escritural.
- O Banco Central estabeleceu um cronograma gradual que prevê a obrigatoriedade total do sistema até 2028.
- Empresas precisam reduzir o tempo de validação de notas fiscais de 22 para 10 dias para atender às novas exigências.
- A atenção das companhias está dividida entre a adaptação ao novo modelo e os impactos da reforma tributária.
A implementação da duplicata escritural no Brasil segue em ritmo desigual, marcada por desafios operacionais e falta de clareza entre os fornecedores. Embora o mercado de antecipação de recebíveis movimente cerca de R$ 10 trilhões anualmente, metade das empresas do setor ainda não compreende o funcionamento do novo sistema. A transição exige uma mudança significativa nos processos internos, como a redução do prazo de validação de notas fiscais, que deve cair de 22 para 10 dias. Além da complexidade técnica, o setor enfrenta dificuldades para priorizar a adequação em meio às demandas impostas pela reforma tributária. Enquanto registradoras como B3, Núclea e Cerc aguardam autorização para a fase de produção assistida, o Banco Central mantém o cronograma de implementação gradual, com a obrigatoriedade total do sistema prevista para 2028.
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