Adoção da duplicata escritural avança lentamente entre empresas
O novo instrumento de crédito digital, com potencial de R$ 11 trilhões, enfrenta desconhecimento e desafios operacionais no setor corporativo.
Pontos principais
- A duplicata escritural busca digitalizar o mercado de antecipação de recebíveis no Brasil.
- Pesquisa da Monkey indica que metade dos fornecedores ainda desconhece o funcionamento do novo modelo.
- O Banco Central estabeleceu o início da produção assistida para julho de 2026, com obrigatoriedade até 2028.
- Registradoras como B3, Núclea e Cerc aguardam autorização do regulador para iniciar testes controlados.
- Gargalos operacionais, como erros em notas fiscais e adaptação de sistemas, preocupam especialistas.
A implementação da duplicata escritural no Brasil, iniciativa desenhada para modernizar o mercado de antecipação de recebíveis e movimentar cerca de R$ 11 trilhões, enfrenta barreiras significativas de adesão. Embora o Banco Central tenha definido um cronograma de implementação gradual, com início da produção assistida previsto para julho de 2026 e obrigatoriedade escalonada até 2028, o desconhecimento por parte das empresas ainda é elevado. Dados da fintech Monkey revelam que metade dos fornecedores não compreende as mudanças práticas trazidas pelo novo instrumento. Além do desafio educacional, o setor enfrenta gargalos operacionais críticos, incluindo a necessidade de ajustes em sistemas de contas a pagar e a correção de erros cadastrais em notas fiscais. Enquanto isso, registradoras como B3, Núclea e Cerc aguardam a autorização final do Banco Central para dar início à fase de testes controlados e viabilizar a infraestrutura necessária.
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