Dahlia Capital aponta enfraquecimento do dólar e riscos ao Brasil
Mudanças na ordem global e protecionismo de Donald Trump pressionam o dólar e alteram o fluxo de investimentos no Brasil.
Pontos principais
- O fim da 'Pax Americana' e o aumento do protecionismo dos EUA reconfiguram o fluxo global de capital.
- A China é tratada como competidora estratégica, reduzindo a reciclagem de capital estrangeiro para a economia americana.
- A recente valorização do real frente ao dólar é atribuída à fraqueza externa da moeda americana, e não a fundamentos internos.
- Investimentos em infraestrutura e inteligência artificial mantêm a economia dos EUA aquecida, pressionando o Fed a manter juros altos.
José Rocha, da Dahlia Capital, avalia que a atual conjuntura global, marcada pelo fim da 'Pax Americana' e pelo protecionismo adotado pelo presidente Donald Trump, está redesenhando o cenário econômico mundial. Segundo a análise, o enfraquecimento do dólar decorre de uma mudança estrutural no fluxo de investimentos, onde a China deixa de reciclar capital para os Estados Unidos, tornando-se uma competidora direta. Esse movimento impacta o Brasil, que viu o real se valorizar recentemente não por méritos domésticos, mas pela fragilidade externa da moeda americana. Enquanto isso, o aquecimento da economia dos EUA, impulsionado por aportes em infraestrutura e inteligência artificial, mantém os juros elevados pelo Fed. O mercado agora vive um 'cabo de guerra' cambial entre pressões estruturais de baixa para o dólar e forças de curto prazo que sustentam a moeda.
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