Varejo brasileiro tem pior junho desde 2020
O setor varejista registrou queda real de 2,8% em junho de 2026, frustrando expectativas de impulso por eventos sazonais como a Copa do Mundo.
Pontos principais
- O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) apontou queda real de 2,8% nas vendas em junho de 2026.
- O resultado marca o pior desempenho para o mês desde o período crítico da pandemia em 2020.
- O setor de serviços foi o mais impactado, apresentando retração real de 9,1% no período.
- No acumulado do primeiro semestre de 2026, o varejo acumula uma queda real de 2,2%.
- As vendas online cresceram 9,2% nominalmente, enquanto o varejo físico avançou apenas 1,0%.
O varejo brasileiro enfrentou em junho de 2026 o seu pior desempenho para o mês desde o início da pandemia em 2020. Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) confirmam uma queda real de 2,8% nas vendas, frustrando as expectativas do mercado de que eventos como a Copa do Mundo e as festas juninas seriam capazes de impulsionar o consumo. O cenário de retração é agravado pela pressão inflacionária sobre a renda das famílias, que tem limitado o poder de compra e reduzido o consumo em categorias discricionárias, como lazer e mobilidade. O setor de serviços foi o segmento mais afetado, com uma queda real de 9,1%. Enquanto o varejo físico registrou um crescimento nominal tímido de 1,0%, o canal online apresentou um desempenho superior, com alta de 9,2% no mesmo período, evidenciando uma mudança contínua no comportamento de consumo dos brasileiros.
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