Varejo brasileiro tem pior desempenho em mais de um ano em abril
O varejo brasileiro registrou queda real de 3% em abril de 2026, pressionado pela inflação e por mudanças no calendário de feriados.
Pontos principais
- O Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) apontou retração de 3% no setor, descontada a inflação.
- O setor de Serviços liderou as perdas com queda real de 5,5%.
- A antecipação das compras de Páscoa para março prejudicou o desempenho de abril.
- O e-commerce cresceu 6,5% em termos nominais, enquanto o comércio físico ficou estável.
- O Nordeste apresentou o pior resultado regional, enquanto o Centro-Oeste mostrou resiliência.
O varejo brasileiro enfrentou em abril de 2026 o seu pior cenário em mais de doze meses, com uma retração real de 3% medida pelo Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). O resultado foi fortemente impactado pela inflação, que tem pressionado o poder de compra das famílias e tornado os consumidores mais seletivos, priorizando itens essenciais. Além do custo de vida elevado, fatores sazonais, como a antecipação das compras de Páscoa para março e um calendário desfavorável, contribuíram para a queda generalizada. Enquanto o setor de serviços sofreu uma retração acentuada de 5,5%, o e-commerce manteve um desempenho positivo com alta nominal de 6,5%. A disparidade regional também foi evidente, com o Nordeste registrando os indicadores mais negativos, contrastando com a maior estabilidade observada no Centro-Oeste do país.
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