O volume de vendas no varejo registrou queda de 1,5% em abril, a primeira retração de 2026, pressionada por combustíveis e pelo varejo ampliado.
O volume de vendas no varejo brasileiro apresentou uma retração de 1,5% em abril na comparação com o mês anterior, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE. Este resultado marca a primeira queda do setor em 2026, interrompendo uma sequência de três meses de alta e frustrando as expectativas do mercado financeiro, que projetava uma retração mais contida, de 0,60%. O varejo ampliado também acompanhou a tendência negativa, recuando 0,7%, pressionado principalmente pelos segmentos de veículos e materiais de construção. A desaceleração reflete uma perda de fôlego na atividade comercial e um cenário de cautela no consumo das famílias, com impacto direto na demanda interna e nas projeções de crescimento do PIB para o segundo trimestre.
O recuo foi impulsionado por uma queda generalizada, com destaque para o grupo de combustíveis e lubrificantes, que caiu 6,2%, além de artigos de uso pessoal e materiais de escritório. Em contrapartida, o setor de hiper e supermercados, que possui o maior peso na composição do índice, conseguiu registrar um crescimento de 1,3%. Embora economistas apontem que a fragilidade no consumo reflita condições financeiras restritivas, especialistas mantêm otimismo com os fundamentos do setor, sustentados por um mercado de trabalho robusto e estímulos governamentais. Apesar do resultado negativo em abril, o comércio ainda sustenta uma expansão de 1,5% no acumulado dos últimos 12 meses.
InfoMoney • 16 jun, 11:42
Agência Brasil - EBC • 16 jun, 09:51
UOL - Economia • 16 jun, 09:08
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