Vendas do varejo brasileiro crescem 4% e atingem recorde em março
O varejo brasileiro renovou recordes em março e fechou o primeiro trimestre de 2026 com alta de 1,2% frente ao trimestre anterior, impulsionado pelo consumo interno.
Pontos principais
- O volume de vendas no varejo subiu 4% na comparação anual em março, marcando o 12º mês consecutivo de alta.
- No primeiro trimestre de 2026, o varejo cresceu 1,2% em relação ao quarto trimestre de 2025, o maior avanço desde meados de 2024.
- O varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, registrou expansão de 1,3% no trimestre.
- A desvalorização do dólar frente ao real barateou importados, beneficiando o setor de informática com alta de 5,7% em março.
- O segmento de supermercados recuou 1,4% em março devido à pressão inflacionária.
- Na comparação anual do primeiro trimestre, o varejo subiu 2,4%, enquanto o varejo ampliado avançou 1,9%.
O varejo brasileiro manteve sua trajetória de expansão ao registrar um crescimento de 4% em março na comparação anual, conforme dados do IBGE. Com este resultado, o setor completa 12 meses consecutivos de alta, renovando recordes históricos e consolidando um desempenho positivo para o comércio nacional. O cenário reflete a continuidade do aquecimento do consumo das famílias, que sustentou a atividade econômica no início de 2026. No balanço trimestral, o setor apresentou alta de 1,2% frente ao quarto trimestre de 2025, marcando o maior avanço trimestral desde o segundo trimestre de 2024, enquanto o varejo ampliado cresceu 1,3% no mesmo período. Na comparação anual do trimestre, o varejo subiu 2,4% e o varejo ampliado avançou 1,9%.
Fatores externos e setoriais influenciaram o desempenho mensal e trimestral. A desvalorização do dólar frente ao real barateou produtos importados, impulsionando o segmento de equipamentos de informática, comunicação e escritório, que teve alta de 5,7% em março. Em contrapartida, o setor de supermercados apresentou queda de 1,4% no mês, movimento atribuído à pressão inflacionária. Enquanto isso, o comércio varejista ampliado cresceu 0,3% em março, com destaque para a demanda resiliente por combustíveis, que se manteve estável mesmo diante da volatilidade de preços influenciada pelo cenário geopolítico global.
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