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Justiça dos EUA autoriza liberação de US$ 5,8 milhões de Trump a E. Jean Carroll

Juiz federal ordenou o repasse da indenização por abuso sexual e difamação após a Suprema Corte encerrar a fase de recursos do caso.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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08/07 às 14:15 · atualizado 17:45

Pontos principais

  • O juiz Lewis Kaplan autorizou a liberação de US$ 5,8 milhões, valor que inclui a condenação original de US$ 5 milhões acrescida de juros.
  • Os fundos estavam retidos em uma conta de garantia desde 2023, quando Trump foi condenado na esfera cível.
  • A decisão foi tomada após a Suprema Corte dos EUA rejeitar o recurso apresentado pela defesa do presidente.
  • A defesa de Trump solicitou formalmente a suspensão do pagamento, alegando risco de dano irreparável caso a decisão seja revertida.
  • O presidente Donald Trump nega as acusações de abuso sexual e classifica o processo como uma farsa.
  • O Departamento de Justiça dos EUA investiga Carroll por suposto perjúrio em depoimentos anteriores ao caso.

A Justiça Federal de Manhattan autorizou a liberação de US$ 5,8 milhões em favor da escritora E. Jean Carroll, montante referente a uma condenação civil de 2023 que responsabilizou o presidente Donald Trump por abuso sexual e difamação. O valor, que inclui a indenização original de US$ 5 milhões acrescida de juros de 11%, estava retido em uma conta de garantia controlada pelo tribunal enquanto o caso tramitava nas instâncias superiores. A ordem judicial foi emitida após a Suprema Corte dos EUA decidir não revisar o recurso apresentado pela defesa do presidente, encerrando a fase de apelações e reafirmando a responsabilidade civil do mandatário no caso.

Em resposta à decisão, os advogados de Trump apresentaram um aviso formal para contestar a liberação dos fundos, argumentando que o repasse imediato causaria um dano irreparável caso o tribunal decida reconsiderar o veredito futuramente. Apesar da derrota judicial, o presidente mantém a negação de qualquer irregularidade e sustenta que o processo é infundado. Paralelamente, o Departamento de Justiça dos EUA conduz uma investigação criminal contra Carroll, apurando possíveis alegações de perjúrio em depoimentos prestados durante o processo.

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