Camelôs protestam no Rio contra programa Tolerância Zero
Manifestantes pedem diálogo com a prefeitura sobre novas regras de fiscalização nas praias da zona sul que começam em 16 de julho.
Pontos principais
- O programa Tolerância Zero visa combater a exploração ilegal do espaço público nas praias do Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon.
- A prefeitura estima que a venda irregular movimente cerca de R$ 100 milhões anuais e esteja ligada a estruturas de crime organizado.
- A operação contará com 320 agentes diários, além de monitoramento por drones e câmeras de segurança.
- Representantes dos ambulantes criticam a generalização da categoria e reivindicam a regularização de trabalhadores informais.
- A administração municipal promete proteger comerciantes autorizados e oferecer qualificação profissional via portal Oportunidades Cariocas.
Camelôs realizaram um protesto em frente à Prefeitura do Rio de Janeiro para contestar o novo programa Tolerância Zero, que entra em vigor no dia 16 de julho. A iniciativa municipal foca no ordenamento urbano das praias da zona sul, com o objetivo de desarticular esquemas de exploração ilegal que, segundo estimativas oficiais, movimentam R$ 100 milhões por ano. A operação contará com um efetivo de 320 agentes diários, além de suporte tecnológico com drones e câmeras para monitorar pontos de venda irregulares.
Durante o ato, os manifestantes pediram diálogo direto com o prefeito Eduardo Cavaliere, argumentando que a medida generaliza a categoria ao associá-la ao crime organizado. Em resposta, a prefeitura afirmou que a ação é direcionada ao combate de taxas ilegais impostas por grupos criminosos e garantiu que trabalhadores informais terão acesso a programas de qualificação profissional.
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