Trabalhadores informais protestam contra programa Tolerância Zero no Rio
Manifestantes e MPF questionam a legalidade do programa de fiscalização em praias, enquanto a prefeitura mantém a continuidade das ações.
Pontos principais
- Trabalhadores informais realizaram o quarto dia de protestos em Ipanema contra o programa Tolerância Zero.
- O Ministério Público Federal ajuizou ação civil pública pedindo a suspensão imediata da medida.
- O MPF argumenta que a prefeitura descumpriu normas federais sobre a gestão de praias e bens da União.
- O prefeito em exercício, Eduardo Cavaliere, defendeu a manutenção do programa e criticou a atuação do MPF.
- O Movimento Unido dos Camelôs busca mediação do governo federal para negociar o ordenamento do comércio ambulante.
Trabalhadores informais realizaram, pelo quarto dia consecutivo, um protesto no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro, em oposição ao programa Tolerância Zero. A iniciativa da prefeitura, que intensificou a fiscalização sobre o comércio ambulante nas praias, enfrenta resistência crescente não apenas dos trabalhadores, mas também de órgãos de controle. O Ministério Público Federal ajuizou uma ação civil pública solicitando a suspensão imediata da medida, sob a alegação de que a administração municipal não observou as normas federais que regem a gestão de praias e bens da União. Em resposta, o prefeito em exercício, Eduardo Cavaliere, reafirmou a continuidade do programa e classificou a intervenção do MPF como uma inversão de valores. Enquanto o Movimento Unido dos Camelôs busca apoio junto à Secretaria do Patrimônio da União para abrir um canal de negociação, o impasse sobre o ordenamento do espaço público permanece sem solução imediata.
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