A escalada militar atinge o segundo dia consecutivo, com o presidente Donald Trump elevando o tom diplomático e ameaçando a existência do Irã em caso de novos ataques.
As forças dos Estados Unidos deflagraram uma nova rodada de ataques contra alvos militares iranianos no Estreito de Ormuz pelo segundo dia consecutivo. A operação, confirmada pelo Comando Central dos EUA (CENTCOM), visou infraestruturas críticas, incluindo sistemas de vigilância, comunicação, defesas aéreas e depósitos de drones. A ofensiva foi autorizada pelo presidente Donald Trump em resposta direta ao ataque de um drone da Guarda Revolucionária contra o navio-tanque M/T Kiku. Em meio à escalada, o presidente americano elevou a retórica diplomática, afirmando que o Irã corre o risco de 'deixar de existir' caso os ataques americanos sejam intensificados, o que acirra ainda mais a instabilidade no Oriente Médio.
Este cenário coloca em risco o cessar-fogo de 60 dias estabelecido entre Washington e Teerã, com ambos os lados trocando acusações de descumprimento dos termos do acordo. Embora a escalada militar ameace os esforços diplomáticos para um acordo de paz permanente, as autoridades americanas informaram que o tráfego comercial no Estreito de Ormuz permanece operacional. Enquanto as forças dos EUA mantêm o estado de vigilância em resposta a ameaças contra suas embarcações, a Guarda Revolucionária iraniana sinalizou que poderá expandir suas respostas caso as ações militares americanas persistam na região.
Folha de São Paulo - Mundo • 27 jun, 20:58
InfoMoney • 27 jun, 20:03
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