EUA intensificam ataques contra o Irã após derrubada de helicóptero
Os EUA mantêm ataques contra o Irã pelo segundo dia consecutivo, enquanto Donald Trump pressiona por um acordo em meio à escalada militar na região.
Pontos principais
- O Comando Central dos EUA confirmou ataques contra alvos estratégicos iranianos por dois dias seguidos.
- A ofensiva foi desencadeada pela derrubada de um helicóptero Apache americano sobre o Estreito de Ormuz.
- O presidente Donald Trump afirmou que Teerã pagará o preço pelo impasse nas negociações diplomáticas.
- O secretário de Defesa, Pete Hegseth, declarou que futuras ações militares serão fortes e claras.
- O governo iraniano declarou prontidão máxima e prometeu retaliação severa às ações de Washington.
- O incidente representa o colapso mais grave do cessar-fogo firmado entre as nações em abril.
O governo dos Estados Unidos intensificou sua ofensiva militar contra o Irã com uma nova onda de bombardeios autorizada pelo presidente Donald Trump, que se estendeu pelo segundo dia consecutivo. A escalada ocorre após a derrubada de um helicóptero Apache americano pelas forças iranianas sobre o Estreito de Ormuz, incidente que rompeu o frágil cessar-fogo mantido desde abril. Segundo o Comando Central dos EUA, a operação visa atingir instalações estratégicas para pressionar Teerã, enquanto o governo americano reforça que está preparado para novas ofensivas caso o Irã não retome a via diplomática. O presidente Trump justificou a continuidade da ação militar alegando que o governo iraniano está protelando intencionalmente as negociações para um acordo de paz.
O secretário de Defesa, Pete Hegseth, reforçou a postura de Washington ao afirmar que futuras ações militares serão fortes e claras, sinalizando que a estratégia de força busca forçar um novo acordo. Em resposta, o governo iraniano declarou estado de prontidão máxima e classificou a ação americana como uma agressão inaceitável, prometendo uma retaliação à altura. O cenário eleva o risco de um conflito regional mais amplo, enquanto a comunidade internacional observa com preocupação o agravamento das hostilidades, que colocam em xeque a viabilidade de uma solução diplomática para o conflito no Oriente Médio.
Fontes primárias
CENTCOM: ataques adicionais de autodefesa contra múltiplos alvos no Irã
Forças do Comando Central dos EUA (CENTCOM) começaram a lançar ataques adicionais de autodefesa às 17h15 (horário do leste dos EUA) de 10 de junho contra múltiplos alvos no Irã, por ordem do Comandante em Chefe. Segundo o comunicado, os ataques são resposta à "agressão injustificada e continuada do Irã". Em comunicado posterior (01h04 UTC de 11/06), o CENTCOM informou ter concluído os ataques, atingindo capacidades de vigilância militar, sistemas de comunicação e defesas aéreas iranianas em todo o Irã, com munições de precisão disparadas por meios do Corpo de Fuzileiros Navais, da Força Aérea e da Marinha contra alvos que ameaçavam forças americanas e navios comerciais internacionais em águas regionais.
U.S. Completes Strikes in Response to Iran's Attack on Apache
O CENTCOM concluiu em 9 de junho ataques de autodefesa contra o Irã, por ordem do Comandante em Chefe, em resposta à derrubada, na véspera, de um helicóptero Apache do Exército dos EUA. As forças atingiram defesas aéreas iranianas, estações de controle terrestre e radares de vigilância perto do Estreito de Ormuz, com munições de precisão disparadas por caças da Força Aérea e da Marinha. O comunicado descreve a operação como "resposta proporcional" a ataques recentes contra forças americanas e navios comerciais internacionais em trânsito em águas regionais.
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