Entidades cobram transparência no Minha Casa, Minha Vida Rural
Representantes habitacionais pedem mais agilidade e clareza na seleção de beneficiários do programa rural em audiência na Câmara dos Deputados.
Pontos principais
- Entidades do Norte e Nordeste criticam a falta de clareza nos critérios de hierarquização do programa.
- Comunidades quilombolas solicitaram maior atenção e destinação de recursos específicos para populações tradicionais.
- O Ministério das Cidades afirmou que R$ 9 bilhões estão empenhados para o programa habitacional.
- O governo defendeu a gestão do processo, citando a análise de mais de 7 mil solicitações entre 2023 e 2026.
Representantes de entidades habitacionais participaram de uma audiência pública na Câmara dos Deputados para questionar os mecanismos de transparência e a agilidade do programa Minha Casa, Minha Vida Rural. O debate, solicitado pelo deputado Hildo Rocha, focou nas dificuldades enfrentadas por comunidades do Norte e Nordeste na seleção de beneficiários. Além da demanda por critérios mais claros, lideranças quilombolas reivindicaram um olhar mais atento às necessidades específicas de povos tradicionais. Em resposta, o Ministério das Cidades destacou que o governo federal já empenhou R$ 9 bilhões na iniciativa e ressaltou que o processo seletivo avaliou mais de 7 mil solicitações no período entre 2023 e 2026. A discussão sublinha a importância de ajustes operacionais para garantir que os recursos cheguem de forma equitativa às populações rurais mais vulneráveis do país.
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