Empresa admitiu falha de segurança ocorrida em 2025 após pressão pública, mas não notificou a ANPD dentro do prazo legal exigido.
O iFood enfrenta questionamentos de especialistas e da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) após a revelação de um vazamento de dados que atingiu 1,2 milhão de usuários em dezembro de 2025. A falha ocorreu no sistema SIRA, utilizado pela empresa para atender solicitações de autoridades, mas o incidente só foi admitido em junho de 2026. A companhia sustenta que não houve risco relevante aos titulares, motivo pelo qual optou por não realizar a notificação obrigatória à ANPD no prazo de três dias úteis. Especialistas em segurança digital criticam a postura da empresa, apontando uma fragilidade na governança de dados da plataforma. Diante da omissão, o Instituto SIGILO avalia a abertura de uma Ação Civil Pública para buscar reparação por danos morais coletivos aos usuários afetados pela exposição de seus dados cadastrais.
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