Relatório japonês de 2005 alertou sobre riscos de terremoto na Venezuela
Documento da JICA previa que reforços estruturais em Caracas poderiam ter reduzido em 90% as mortes causadas pelos tremores de junho de 2026.
Pontos principais
- Relatório de 2005 da JICA recomendava o reforço de 180 mil edifícios em Caracas para mitigar danos sísmicos.
- Os terremotos de 24 de junho de 2026, com magnitudes de 7,2 e 7,5, resultaram em 3,5 mil mortes e 16 mil feridos.
- O plano japonês, orçado em US$ 2,8 bilhões, incluía melhorias em infraestrutura crítica e sistemas de alerta.
- A destruição de 190 edifícios é atribuída por especialistas à negligência em normas de construção e à crise econômica local.
Um relatório técnico entregue pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) ao governo venezuelano em 2005 alertava que a falta de reforço estrutural em cerca de 180 mil edifícios em Caracas tornava a capital altamente vulnerável a terremotos. O estudo estimava que a implementação de medidas preventivas, como a modernização de pontes e o reassentamento de áreas de risco, poderia ter reduzido em quase 90% o número de vítimas fatais em grandes eventos sísmicos. O custo total do projeto era avaliado em US$ 2,8 bilhões. A tragédia de junho de 2026, que deixou 3,5 mil mortos, reacendeu o debate sobre a negligência estatal, uma vez que não há evidências de que as recomendações tenham sido adotadas ao longo das últimas duas décadas, período marcado por grave instabilidade econômica no país.
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