Moraes determina que Flávio Bolsonaro preste depoimento à PF
O ministro do STF ordenou que o senador seja ouvido em até 10 dias em inquérito que apura suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Pontos principais
- O ministro Alexandre de Moraes atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República para a oitiva do senador.
- A investigação apura publicações feitas por Flávio Bolsonaro na rede social X em janeiro de 2026.
- O senador é suspeito de atribuir falsamente crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro ao presidente Lula.
- As postagens também associavam a imagem do presidente a Nicolás Maduro e a grupos terroristas.
- A Polícia Federal identificou indícios de calúnia nas publicações analisadas durante o inquérito.
- O prazo estipulado pelo STF para a realização do depoimento é de dez dias.
- O procurador-geral Paulo Gonet afirmou que decidirá sobre um eventual oferecimento de denúncia após o depoimento.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o senador Flávio Bolsonaro preste depoimento à Polícia Federal no prazo de dez dias. A medida ocorre no âmbito de um inquérito aberto em abril para apurar a suposta prática de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação foi motivada por publicações feitas pelo parlamentar na rede social X em janeiro de 2026, nas quais ele atribuiu ao chefe do Executivo crimes como tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e apoio a grupos terroristas, além de associar sua imagem à do presidente venezuelano Nicolás Maduro. A decisão de Moraes atende a um pedido formal da Procuradoria-Geral da República (PGR), que busca esclarecer os fatos antes de decidir sobre os próximos passos processuais. A Polícia Federal, que conduz as diligências, sustenta que há indícios concretos de falsa imputação de crime, o que configura o delito de calúnia. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, indicou que a análise sobre uma possível denúncia formal contra o senador dependerá do conteúdo colhido durante a oitiva. O caso reforça a atuação do STF no monitoramento de conteúdos publicados por figuras públicas em redes sociais, especialmente quando envolvem acusações criminais contra autoridades do Estado.
Comentários
Carregando comentários...
