A guerra no Oriente Médio tem provocado uma disparada nos preços dos fertilizantes e combustíveis, gerando alertas inflacionários em diversas economias globais. No Brasil, o impacto imediato nos preços dos alimentos é limitado, pois a colheita já está finalizada, mas a pressão maior vem do aumento dos combustíveis, especialmente o diesel, que afeta a logística. O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou que a continuidade do conflito pode levar a preços mais altos e crescimento econômico mais lento globalmente em 2026.
Grandes importadores de energia na Ásia e Europa são os mais afetados pelos custos crescentes de combustível e insumos, devido à interrupção no Estreito de Ormuz. Nos Estados Unidos, o preço médio do galão de gasolina já superou US$ 4, e a zona do euro registrou forte aceleração da inflação anual em março, impulsionada pelos preços da energia. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) também reportou que os preços mundiais dos alimentos subiram em março, com o Índice de Preços de Alimentos atingindo 128,5 pontos, um aumento de 2,4% em relação a fevereiro, impulsionado pelos custos de energia. O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, afirmou que os aumentos foram modestos até agora, amortecidos pela oferta global de cereais, mas alertou que um conflito prolongado e custos de produção elevados podem levar à redução da produção agrícola e afetar a oferta e os preços dos alimentos no futuro.
O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, é particularmente vulnerável, com culturas como milho, arroz, trigo e cana-de-açúcar sendo as mais afetadas pelo aumento dos custos. No médio prazo, a persistência dos altos preços pode levar produtores a reduzir a área plantada ou a aplicação de adubos, impactando a oferta e os preços dos alimentos.
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