Operação Unha e Carne prende pastor Márcio Poncio e cita políticos
A quinta fase da operação da PF investiga lavagem de dinheiro, a máfia do cigarro e pagamentos indevidos a agentes públicos no Rio de Janeiro.
Pontos principais
- O pastor e empresário Márcio Poncio foi preso preventivamente pela Polícia Federal.
- Empresas ligadas à família Poncio acumulam R$ 2,9 bilhões em dívidas com a União.
- Investigações apontam que cigarros do grupo circulavam em áreas dominadas pelo bicheiro Adilsinho.
- Planilhas apreendidas citam doação de R$ 3,2 milhões para a campanha de Cláudio Castro em 2022.
- O nome do ex-deputado Alexandre Ramagem também aparece em registros de pagamentos do esquema.
- O ministro Alexandre de Moraes autorizou o bloqueio de até R$ 22 milhões em bens dos investigados.
- A operação apura conexões entre facções criminosas e membros dos poderes Executivo e Legislativo fluminenses.
A quinta fase da Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal, revelou uma estrutura complexa de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo o mercado clandestino de cigarros no Rio de Janeiro. O pastor e empresário Márcio Poncio foi preso sob a acusação de manter relações de conveniência com o bicheiro Adilsinho para garantir a distribuição de seus produtos em áreas dominadas por grupos criminosos. Além das prisões, a investigação expôs que o grupo empresarial da família Poncio possui débitos tributários federais que somam R$ 2,9 bilhões, levantando suspeitas sobre contabilidade paralela e pagamentos indevidos a servidores públicos.
O desdobramento da operação trouxe à tona o envolvimento de figuras da elite política fluminense. Documentos apreendidos pela PF, atribuídos ao bicheiro Adilsinho, citam uma suposta doação de R$ 3,2 milhões para a campanha de reeleição do ex-governador Cláudio Castro em 2022, além de registros de pagamentos envolvendo o ex-deputado Alexandre Ramagem. As defesas dos citados negam irregularidades, enquanto o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de R$ 22 milhões em bens dos envolvidos. O caso reforça as suspeitas de infiltração de organizações criminosas nas esferas de poder do estado, conectando a chamada 'Máfia do Cigarro' a agentes do Executivo e do Legislativo.
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