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Autuação do Grupo Mateus reacende riscos tributários no varejo

A Receita Federal autuou o Grupo Mateus, gerando preocupações no mercado sobre a tributação de incentivos de ICMS no setor varejista e farmacêutico.

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Foto: InfoMoney
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03/07 às 13:15

Pontos principais

  • A autuação baseia-se nas mudanças trazidas pela Lei 14.789/23 sobre o tratamento de subsídios estaduais.
  • Empresas do varejo e farmacêuticas adotaram posturas mais conservadoras na contabilização de incentivos fiscais.
  • O Banco Safra identificou níveis variados de exposição ao risco tributário entre companhias listadas na bolsa.
  • O Grupo Mateus é, até o momento, a única varejista sob cobertura do banco a receber uma autuação formal.
  • Analistas preveem aumento na volatilidade das ações, embora não identifiquem risco estrutural imediato ao setor.

A recente autuação bilionária da Receita Federal contra o Grupo Mateus trouxe à tona incertezas regulatórias sobre o uso de incentivos de ICMS por empresas de varejo e farmacêuticas. O caso reflete as novas diretrizes impostas pela Lei 14.789/23, que alterou o tratamento tributário de subsídios estaduais e aumentou a complexidade contábil para o setor. Em resposta, companhias listadas na bolsa têm adotado posturas mais conservadoras em seus balanços para mitigar possíveis passivos fiscais. Embora o Banco Safra tenha identificado diferentes graus de exposição ao risco entre diversas empresas, o Grupo Mateus permanece como o único caso de autuação formal sob análise da instituição. Analistas do mercado financeiro avaliam que, embora o episódio possa elevar a volatilidade das ações a curto prazo, ele não representa, por ora, um risco estrutural para a operação das empresas do varejo.

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