Uso de internet cresce entre idosos e recua levemente entre crianças
Pesquisa do IBGE aponta que 90,5% dos brasileiros acessam a rede e 95% dos domicílios possuem conexão, com avanço na inclusão de idosos.
Pontos principais
- O uso de internet no Brasil alcançou 90,5% da população com 10 anos ou mais em 2025.
- A proporção de idosos conectados subiu para 74,5%, enquanto a posse de celulares entre crianças de 10 a 13 anos caiu para 55,2%.
- O acesso à rede atingiu 76 milhões de domicílios, restando apenas 5% das residências sem conexão.
- A disparidade de conectividade entre áreas urbanas e rurais reduziu para 8,5 pontos percentuais.
- O celular permanece como o principal dispositivo de acesso, utilizado por 98,7% dos usuários brasileiros.
- Preocupações com segurança e privacidade tornaram-se o principal motivo para a restrição de aparelhos entre o público infantil.
- O uso de serviços bancários e públicos pela internet apresentou aumento significativo na população geral.
Dados do IBGE revelam que 168,7 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais utilizaram a internet em 2025, consolidando uma taxa de acesso de 90,5%. No âmbito domiciliar, a conectividade alcançou 76 milhões de residências, o que representa 95% do total de domicílios no país. O levantamento aponta uma mudança no perfil de conectividade: enquanto a inclusão digital avança entre idosos, que atingiram 74,5% de usuários, o grupo de 10 a 13 anos registrou queda na posse de celulares, que recuou para 55,2%. Especialistas indicam que a preocupação dos responsáveis com a segurança digital e a implementação de restrições ao uso de aparelhos em escolas foram fatores determinantes para esse movimento.
O celular segue como a ferramenta predominante, utilizado por 98,7% dos internautas, com chamadas de voz ou vídeo como a funcionalidade mais comum. Paralelamente, observa-se uma mudança no consumo de mídia, com a queda contínua do telefone fixo e da TV por assinatura, que são substituídos por serviços de streaming e banda larga móvel. O estudo também destaca um avanço na equidade digital, com a redução da disparidade entre zonas urbanas e rurais para 8,5 pontos percentuais, um progresso significativo desde 2016.
Embora a conectividade tenha se expandido, o levantamento identifica os principais entraves para os 5% de domicílios ainda desconectados. A falta de conhecimento tecnológico, o preço elevado dos serviços e a percepção de falta de necessidade são os motivos mais citados. Além disso, o receio com a privacidade dobrou como justificativa para a ausência de aparelhos desde 2022, consolidando-se como o principal motivo para a restrição de dispositivos entre crianças, enquanto o uso de serviços bancários e públicos pela rede continua em trajetória de alta entre a população geral.
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