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Uso de internet cresce entre idosos e recua levemente entre crianças

Pesquisa do IBGE aponta que 90,5% dos brasileiros acessam a rede, com avanço na inclusão de idosos e restrições ao uso de celulares por crianças.

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Foto: Época Negócios
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02/07 às 10:32 · atualizado há 36min

Pontos principais

  • O uso de internet no Brasil alcançou 90,5% da população com 10 anos ou mais em 2025.
  • A proporção de idosos conectados subiu para 74,5%, enquanto a posse de celulares entre crianças de 10 a 13 anos caiu para 55,2%.
  • Preocupações com segurança e privacidade tornaram-se o principal motivo para a restrição de aparelhos entre o público infantil.
  • O celular permanece como o principal dispositivo de acesso, utilizado por 98,7% dos usuários brasileiros.
  • A disparidade de conectividade entre áreas urbanas e rurais reduziu para 8,5 pontos percentuais.
  • O acesso à internet por crianças de 10 a 13 anos apresentou leve queda, passando de 84,9% para 84,4% entre 2024 e 2025.
  • A preocupação com privacidade e segurança dobrou como justificativa para não possuir um celular desde 2022.

Dados divulgados pelo IBGE revelam que 168,7 milhões de brasileiros com 10 anos ou mais utilizaram a internet em 2025, consolidando uma taxa de acesso de 90,5% no país. O levantamento aponta uma mudança significativa no perfil de conectividade: enquanto a inclusão digital avança entre a população idosa, que atingiu 74,5% de usuários, o grupo de 10 a 13 anos foi o único a registrar queda na conectividade. Pela primeira vez desde 2016, a posse de celulares nesta faixa etária recuou para 55,2%, uma queda de 1,5 ponto percentual, enquanto o acesso à rede pelo mesmo grupo passou de 84,9% para 84,4%. Especialistas apontam que a preocupação dos responsáveis com a segurança digital e o impacto de novas regulamentações, como o ECA Digital, influenciaram esse movimento.

O celular segue como a ferramenta predominante, sendo utilizado por 98,7% dos internautas, com o uso de chamadas de voz ou vídeo figurando como a funcionalidade mais comum. Além disso, o estudo destaca um avanço na equidade digital, com a queda na disparidade de acesso entre as regiões urbanas e rurais para 8,5 pontos percentuais, refletindo uma maior capilaridade da infraestrutura de telecomunicações. Paralelamente, a pesquisa observou que a falta de conhecimento tecnológico ainda é o principal entrave para a não utilização de dispositivos, embora o receio com a privacidade tenha dobrado como justificativa para a ausência de aparelhos desde 2022.

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