Trabalhadores do programa Rio Sem LGBTIfobia decretam estado de greve
Atrasos salariais e suspensão de contratações paralisam o programa estadual de proteção à população LGBTI+ no Rio de Janeiro.
Pontos principais
- Funcionários estão sem receber salários integrais desde abril de 2026.
- A categoria entrou em estado de greve após a suspensão de novas contratações previstas em edital de 2025.
- A UERJ, parceira na execução do programa, alega falta de repasses orçamentários do governo estadual.
- O programa mantém uma rede de 24 equipamentos de cidadania que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade.
Trabalhadores do programa Rio Sem LGBTIfobia, iniciativa da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos (SEDSODH) em parceria com a UERJ, decretaram estado de greve em protesto contra a crise financeira que afeta o serviço. A categoria relata que os salários não são pagos integralmente desde abril de 2026, além de apontar a interrupção de contratações essenciais para a manutenção das atividades. Em manifestação realizada em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, os profissionais cobraram transparência e a regularização dos repasses estaduais.
A paralisação coloca em risco o funcionamento de 24 equipamentos de cidadania espalhados pelo estado, que prestam assistência a milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade. Enquanto a UERJ justifica a suspensão das admissões pela ausência de verbas, os trabalhadores alertam que a falta de recursos compromete a continuidade das políticas públicas de proteção e combate à LGBTIfobia no Rio de Janeiro.
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