Preço do ouro sobe após dados de emprego nos EUA frustrarem expectativas
O metal precioso avançou 1,1% com a expectativa de uma política monetária menos agressiva do Federal Reserve após a divulgação do payroll.
Pontos principais
- O contrato do ouro para agosto na Comex fechou em US$ 4.125,70 por onça-troy.
- Dados do payroll abaixo das projeções reduziram apostas em novos aumentos de juros pelo Fed.
- A desvalorização do dólar e a queda nos rendimentos dos Treasuries impulsionaram a demanda pelo metal.
- Tensões geopolíticas envolvendo Rússia, Ucrânia e Irã sustentam a busca pelo ativo como porto seguro.
- Analistas do MUFG alertam que a inflação persistente pode limitar o potencial de alta do metal a longo prazo.
O preço do ouro registrou alta de 1,1% na Comex, atingindo US$ 4.125,70 por onça-troy, impulsionado pela divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, o payroll. A criação de vagas abaixo do esperado pelo mercado, aliada à queda nos rendimentos dos Treasuries e à desvalorização do dólar, reforçou a tese de que o Federal Reserve pode adotar uma postura menos agressiva na condução da política monetária. O cenário de incerteza econômica, somado às tensões geopolíticas persistentes entre Rússia, Ucrânia e Irã, mantém o metal como um ativo de segurança atrativo para investidores.
Apesar do otimismo recente, especialistas do MUFG ressaltam que a resiliência da economia americana e a inflação persistente permanecem como fatores de risco. Esses elementos podem limitar ganhos futuros, uma vez que a trajetória dos juros nos EUA continua sendo o principal benchmark para o desempenho do mercado de metais preciosos, que também viu a prata encerrar o pregão com valorização de 0,93%.
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