Preço do ouro sobe após dados de emprego nos EUA frustrarem expectativas
O metal precioso mantém ganhos após dados fracos de emprego nos EUA reduzirem as apostas em novas altas de juros pelo Federal Reserve.
Pontos principais
- O contrato do ouro na Comex fechou em US$ 4.125,70 por onça-troy, sustentando a valorização dos últimos dois dias.
- Dados do payroll abaixo das projeções diminuíram a probabilidade de novos aumentos na taxa de juros pelo Fed este ano.
- A desvalorização do dólar e a queda nos rendimentos dos Treasuries continuam impulsionando a demanda pelo metal.
- Tensões geopolíticas globais e a incerteza econômica mantêm o ouro como um ativo de proteção essencial para investidores.
- Analistas do MUFG alertam que a inflação persistente nos EUA pode limitar o potencial de alta do metal a longo prazo.
O preço do ouro sustentou a alta de 1,1% na Comex, consolidando o valor de US$ 4.125,70 por onça-troy após a divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos. A criação de vagas abaixo do esperado pelo mercado reforçou a percepção de que o Federal Reserve pode adotar uma postura menos agressiva na política monetária, reduzindo as expectativas de novos aumentos nas taxas de juros. Esse cenário, somado à desvalorização do dólar e à queda nos rendimentos dos Treasuries, tem mantido o metal como um porto seguro atrativo diante das incertezas econômicas globais e das tensões geopolíticas envolvendo Rússia, Ucrânia e Irã.
Apesar do otimismo recente, especialistas do MUFG ressaltam que a resiliência da economia americana e a inflação persistente permanecem como fatores de risco. Esses elementos podem limitar ganhos futuros, uma vez que a trajetória dos juros nos EUA continua sendo o principal benchmark para o desempenho do mercado de metais preciosos. Investidores seguem monitorando de perto os próximos indicadores econômicos para ajustar suas posições, enquanto o ouro mantém a estabilidade conquistada nos últimos dois pregões.
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