Equipes internacionais buscam sobreviventes após terremoto na Venezuela
Socorristas brasileiros, incluindo voluntários especializados, intensificam buscas em La Guaira após sinais de sobreviventes sob os escombros.
Pontos principais
- Equipes oficiais e voluntários brasileiros atuam em La Guaira com cães farejadores.
- Terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 causaram mais de 2.300 mortes e 50 mil desaparecidos.
- Grupo voluntário CK9 Kalmon, liderado pelo veterinário Izanagi Lindase Monteiro Ferreira, reforça as operações de resgate.
- ONU estima prejuízos de 6,7 bilhões de dólares em meio à crise humanitária no país.
Uma força-tarefa composta por profissionais da Defesa Civil, do Corpo de Bombeiros de São Paulo e voluntários do grupo CK9 Kalmon trabalha ininterruptamente em La Guaira, na Venezuela, após os terremotos de magnitudes 7,2 e 7,5 que atingiram o país em 24 de junho. A operação, que conta com apoio internacional do Chile, EUA e Espanha, intensificou as buscas após cães farejadores indicarem a presença de possíveis sobreviventes sob os escombros de edifícios colapsados. O grupo voluntário, liderado pelo médico veterinário Izanagi Lindase Monteiro Ferreira, mobilizou especialistas em busca e salvamento que deixaram suas atividades profissionais e familiares no Brasil para prestar assistência humanitária direta na localização de desaparecidos.
O desastre já contabiliza 2.300 mortes confirmadas e cerca de 50 mil desaparecidos, segundo dados da ONU. Enquanto socorristas realizam resgates complexos, o governo venezuelano enfrenta o desafio de planejar a reconstrução habitacional em meio a uma crise humanitária que gera prejuízos econômicos avaliados em 6,7 bilhões de dólares. A mobilização da sociedade civil brasileira, representada pelo envio de especialistas em resgate, destaca o papel do país no suporte a crises internacionais na região.
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