Pesquisa aponta que 3,3 milhões foram escravizados pelos holandeses
Novo estudo revela que o número de vítimas do tráfico transatlântico holandês é cinco vezes maior do que a estimativa oficial de 600 mil pessoas.
Pontos principais
- A nova estimativa de 3,3 milhões de pessoas escravizadas desafia dados históricos utilizados em documentos oficiais.
- O número anterior de 600 mil foi citado pelo Rei Willem-Alexander em pedido de desculpas formal há três anos.
- A pesquisa baseou-se em análises inéditas sobre o transporte de pessoas escravizadas em navios holandeses vindos da África.
- O resultado altera significativamente a compreensão acadêmica sobre a escala da participação dos Países Baixos na escravidão.
Uma nova pesquisa acadêmica indica que a escala da participação holandesa no tráfico transatlântico de pessoas escravizadas foi muito maior do que se acreditava anteriormente. O estudo aponta que pelo menos 3,3 milhões de pessoas foram vítimas do sistema holandês, um número cinco vezes superior à cifra oficial de 600 mil, frequentemente utilizada em registros históricos e discursos governamentais. A estimativa anterior foi inclusive mencionada pelo Rei Willem-Alexander há três anos, durante um pedido formal de desculpas pelo papel do país na escravidão. A nova contagem, baseada em análises detalhadas dos registros de transporte marítimo, força uma revisão profunda sobre o impacto histórico e a responsabilidade dos Países Baixos no comércio de seres humanos. O levantamento destaca a necessidade de reavaliar o legado colonial holandês à luz de dados mais precisos sobre a dimensão das atrocidades cometidas.
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