ONU reconhece escravidão africana como crime contra a humanidade
A Assembleia Geral da ONU aprovou uma resolução histórica que classifica a escravidão de africanos como o "crime mais grave contra a humanidade", abrindo caminho para discussões sobre reparações.
Pontos principais
- A resolução foi aprovada com 123 votos a favor, 3 contra (EUA, Israel, Argentina) e 52 abstenções (incluindo Reino Unido e UE).
- Proposta por Gana, a medida pede que Estados-membros considerem pedir desculpas e contribuir para um fundo de reparações.
- A campanha por reparações tem ganhado força, com a "justiça reparatória" sendo tema oficial da União Africana para 2025.
- A resolução também solicita a devolução de artefatos culturais saqueados durante a era colonial aos seus países de origem.
- Embora não sejam juridicamente vinculativas, as resoluções da Assembleia Geral da ONU carregam o peso da opinião global.
A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que reconhece a escravidão de africanos durante o tráfico transatlântico como o "crime mais grave contra a humanidade". A medida, proposta por Gana, foi aprovada com 123 votos a favor, 3 contra (EUA, Israel e Argentina) e 52 abstenções, incluindo o Reino Unido e a União Europeia. Esta decisão histórica abre caminho para discussões sobre reparação e justiça, apesar da oposição de alguns países que argumentam que instituições atuais não podem ser responsabilizadas por erros passados.
A resolução também solicita que os Estados-membros considerem pedir desculpas e contribuir para um fundo de reparações, além de pedir a devolução de artefatos culturais saqueados durante a era colonial. Embora as resoluções da Assembleia Geral da ONU não sejam juridicamente vinculativas, elas representam um peso significativo da opinião global. A campanha por reparações tem ganhado força, e a "justiça reparatória" é o tema oficial da União Africana para 2025.
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