Falta de uso da IA pela liderança limita produtividade nas empresas
Especialistas apontam que a baixa adoção de ferramentas de IA por gestores impede que organizações capturem o valor real da tecnologia.
Pontos principais
- Pesquisa da Thomson Reuters indica que 91% das empresas não exploram todo o potencial da inteligência artificial.
- Líderes que não utilizam IA diariamente falham em identificar barreiras operacionais que impedem a adoção pelas equipes.
- O 'value gap' descreve a lacuna entre as capacidades da tecnologia e os benefícios efetivamente alcançados pelas companhias.
- A demora na oferta de ferramentas corporativas aprovadas tem impulsionado o crescimento da 'Shadow AI' nas organizações.
- Treinamentos genéricos são ineficazes, sendo necessária uma abordagem personalizada por área de atuação.
A adoção ineficaz da inteligência artificial nas empresas está sendo atribuída à falta de engajamento direto da liderança com a tecnologia. Segundo Guilherme Brasil, CTO da Starian, gestores que não utilizam IA no cotidiano perdem a capacidade de diagnosticar e remover obstáculos que impedem seus times de integrar essas ferramentas ao fluxo de trabalho. Esse distanciamento contribui para o chamado 'value gap', onde o potencial da IA não se traduz em ganhos reais de produtividade. Dados da Thomson Reuters reforçam o cenário, revelando que 91% das empresas falham em extrair o valor máximo de suas implementações. Além disso, a lentidão corporativa em disponibilizar soluções adequadas tem fomentado o uso de 'Shadow AI', onde funcionários buscam ferramentas por conta própria. Para reverter esse quadro, especialistas defendem que treinamentos generalistas sejam substituídos por capacitações personalizadas e alinhadas às necessidades específicas de cada setor.
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