Brasileiros movimentam R$ 1,13 trilhão em stablecoins desde 2019
Stablecoins já representam 80% do volume de criptoativos no Brasil, com novas exigências fiscais previstas para 2026.
Pontos principais
- O volume total de criptoativos no país atingiu R$ 1,58 trilhão entre 2019 e 2025, com R$ 1,13 trilhão em stablecoins.
- A participação das stablecoins no volume total de cripto saltou de 3,5% em 2019 para cerca de 80% atualmente.
- A USDT, da Tether, detém 88,7% do mercado de stablecoins, seguida por USDC e BRZ.
- A partir de julho de 2026, a nova declaração DeCripto exigirá maior transparência fiscal, alinhando o Brasil aos padrões da OCDE.
- O governo avalia a criação de uma alíquota de 3,5% de IOF sobre transações com criptoativos e o Congresso debate o PL 4.308/2024.
Dados da Receita Federal revelam que as stablecoins se consolidaram como a principal categoria de criptoativos no Brasil, saltando de uma participação de 3,5% em 2019 para aproximadamente 80% do volume total negociado. Entre 2019 e 2025, o mercado brasileiro movimentou R$ 1,58 trilhão em criptoativos, sendo R$ 1,13 trilhão concentrados em ativos pareados ao dólar, com a USDT liderando 88,7% das transações. A busca por esses ativos é impulsionada pela facilidade de dolarização do patrimônio e pela atual isenção de IOF, cenário que o governo federal pretende alterar com a proposta de uma alíquota de 3,5% sobre as operações. Para aumentar a transparência fiscal e alinhar o país aos padrões da OCDE, a Receita Federal implementará a declaração DeCripto a partir de julho de 2026, obrigando inclusive empresas estrangeiras a reportarem dados ao Fisco, enquanto o Congresso discute o PL 4.308/2024 para regular o setor.
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