Negociação de stablecoins supera bitcoin no país em maio, enquanto a principal criptomoeda enfrenta desvalorização e incertezas globais.
O mercado brasileiro de ativos digitais registrou uma mudança de comportamento em maio, com o volume de negociação de stablecoins atreladas ao dólar, como USDT e USDC, atingindo R$ 11,64 bilhões. O movimento ocorre em um momento de perda de força do bitcoin, que enfrenta pressão vendedora, fuga de capital de ETFs e incertezas macroeconômicas globais, mantendo-se próximo aos US$ 67 mil. A dominância da criptomoeda no mercado global também apresentou queda, passando de 60% para 58% no acumulado do ano. Paralelamente ao cenário de mercado, a exchange Mercado Bitcoin anunciou o desligamento de 49 colaboradores como parte de uma reestruturação operacional. O setor de stablecoins ganha tração institucional, reforçado pela recente decisão da Mastercard de expandir sua infraestrutura para liquidar pagamentos utilizando esses ativos em sua rede global, consolidando o uso de moedas digitais pareadas ao dólar como alternativa de liquidez.
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