Mercado de stablecoins movimenta R$ 1 trilhão no Brasil em seis anos
Levantamento aponta que o uso de stablecoins gerou até R$ 10 bilhões em receitas para intermediários no país desde 2019.
Pontos principais
- O volume transacionado de stablecoins no Brasil superou R$ 1 trilhão nos últimos seis anos.
- Intermediários como corretoras e bancos capturaram entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões em taxas e receitas no período.
- Stablecoins representaram 80% das declarações de criptoativos feitas por brasileiros no último ano.
- Emissoras de stablecoins lucram com rendimentos sobre o lastro investido em títulos do Tesouro americano.
O mercado brasileiro de stablecoins consolidou-se como um pilar central da economia digital, movimentando mais de R$ 1 trilhão nos últimos seis anos. Segundo dados da Vault Capital, a popularidade desses ativos, que representaram 80% das declarações de criptoativos no país no último ano, deve-se principalmente à facilidade de dolarização do patrimônio. O ecossistema gerou entre R$ 5 bilhões e R$ 10 bilhões em receitas para corretoras, bancos e emissoras, que lucram tanto com taxas de transação quanto com o rendimento do lastro aplicado em títulos do Tesouro dos EUA. Embora o setor global tenha registrado uma retração de US$ 10 bilhões desde maio, especialistas classificam o movimento como um ajuste temporário. Paralelamente, o aumento das operações tem impulsionado a fiscalização da Receita Federal, que arrecadou milhões em multas e créditos tributários relacionados ao setor entre 2020 e 2026.
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