Sismos de magnitude 7,2 e 7,5 sobrecarregam o sistema de saúde venezuelano, que enfrenta escassez de profissionais e danos estruturais graves.
A Venezuela enfrenta uma grave crise humanitária após ser atingida por terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 em 24 de junho, os eventos sísmicos mais intensos registrados no país em mais de 100 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sistema de saúde local está em colapso, agravado por danos estruturais severos em pelo menos três centros médicos e pela operação parcial de outras seis unidades. O fluxo caótico de pacientes e o acúmulo de cirurgias pendentes têm sobrecarregado as estruturas remanescentes, enquanto o desaparecimento de profissionais especializados em suporte obstétrico, especialmente em La Guaira, cria uma lacuna crítica no atendimento à população.
Estima-se que cerca de 6 milhões de pessoas tenham sido afetadas, com mais de 1.700 mortes confirmadas. A situação é agravada pelo fechamento do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, que dificulta a chegada de ajuda internacional e suprimentos essenciais. Além do trauma imediato, o cenário de precariedade sanitária e a superlotação elevam o risco de surtos de doenças infecciosas, como dengue e febre amarela, entre as populações deslocadas, pressionando ainda mais a capacidade de resposta das autoridades sanitárias locais.
InfoMoney • 30 jun, 09:20
Folha de São Paulo - Mundo • 30 jun, 09:10
G1 Mundo • 30 jun, 07:27
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