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Terremotos na Venezuela deixam mais de 1.700 mortos e colapso na saúde

Sismos de magnitude 7,2 e 7,5 sobrecarregam o sistema de saúde venezuelano, que enfrenta escassez de profissionais, danos estruturais e risco de surtos.

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Foto: ABC News US World
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30/06 às 08:16 · atualizado 15:02

Pontos principais

  • Os terremotos de 24 de junho, os mais fortes no país em um século, deixaram mais de 1.700 mortos e 5.000 feridos.
  • Pelo menos três centros de saúde foram gravemente danificados e outros seis operam apenas parcialmente, segundo a OMS.
  • O fechamento do Aeroporto Internacional Simón Bolívar impede a logística de ajuda humanitária e o envio de suprimentos médicos.
  • A escassez de profissionais, incluindo especialistas em atendimento materno, agrava o risco de surtos de doenças como dengue e febre amarela.
  • Organizações de ajuda humanitária alertam que a infraestrutura hospitalar está operando no limite de sua capacidade quase uma semana após o desastre.
  • O acúmulo de pacientes e a precariedade sanitária elevam a preocupação com a propagação de doenças infecciosas entre a população deslocada.

A Venezuela enfrenta uma grave crise humanitária após ser atingida por terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 em 24 de junho, os eventos sísmicos mais intensos registrados no país em mais de 100 anos. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sistema de saúde local está em colapso, agravado por danos estruturais severos em pelo menos três centros médicos e pela operação parcial de outras seis unidades. O fluxo caótico de pacientes e o acúmulo de cirurgias pendentes têm sobrecarregado as estruturas remanescentes, enquanto o desaparecimento de profissionais especializados em suporte obstétrico, especialmente em La Guaira, cria uma lacuna crítica no atendimento à população.

Estima-se que cerca de 6 milhões de pessoas tenham sido afetadas, com mais de 1.700 mortes confirmadas. A situação é agravada pelo fechamento do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, que dificulta a chegada de ajuda internacional e suprimentos essenciais. Quase uma semana após os sismos, grupos de ajuda humanitária relatam dificuldades crescentes em atender a demanda por cuidados médicos. Além do trauma imediato, o cenário de precariedade sanitária e a superlotação elevam o risco de surtos de doenças infecciosas, como dengue e febre amarela, entre as populações deslocadas, pressionando ainda mais a capacidade de resposta das autoridades sanitárias locais.

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