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Suprema Corte dos EUA exige mandado para dados de localização de celular

Por 6 a 3, a Corte definiu mandados de geofence como 'busca' sob a Quarta Emenda, exigindo causa provável.

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30/06 às 09:00

Pontos principais

  • Por 6 a 3 em 29 de junho (Chatrie v. United States), acesso a dados de geofence é 'busca' sob a Quarta Emenda.
  • Juíza Elena Kagan: dados de localização são 'um diário pessoal dos movimentos do usuário'.
  • Autoridades precisarão de mandado delimitado e causa provável para exigir dados de empresas como o Google.
  • Caso veio de um assalto a banco de 2019 na Virgínia, com mandado abrangendo 150 a 300 metros.
  • Corte devolveu ao Quarto Circuito a decisão sobre a validade daquele mandado específico.

Em decisão por 6 a 3 em 29 de junho, no caso Chatrie v. United States, a Suprema Corte dos EUA decidiu que o acesso a dados de histórico de localização de celulares via mandado de geofence — que abrange todos os dispositivos em uma área geográfica — é uma 'busca' sob a Quarta Emenda, que protege contra buscas e apreensões injustificadas. A juíza Elena Kagan, autora da opinião majoritária, descreveu os dados de localização como 'um diário pessoal dos movimentos de um usuário' que deveriam ser protegidos da visão do governo.

A decisão exige que as autoridades obtenham um mandado estritamente delimitado, demonstrando causa provável, antes de exigir dados de localização de empresas como o Google. O caso surgiu de um assalto a banco em 2019 na Virgínia, quando um mandado de geofence capturou dados de todos os celulares dentro de um raio de cerca de 150 a 300 metros; a Corte devolveu ao Quarto Circuito a decisão sobre se aquele mandado específico era válido.

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