Preço da gasolina nos EUA cai após trégua entre Washington e Irã
O custo do combustível recuou 70 centavos por galão, enquanto o petróleo registra o pior desempenho trimestral desde 2020 devido ao avanço diplomático.
Pontos principais
- O preço médio da gasolina nos EUA caiu 70 centavos por galão após o cessar-fogo com o Irã.
- O petróleo WTI e o Brent acumularam quedas próximas a 20% em junho e cerca de 30% no trimestre.
- Dados do Tanker Tracker indicam que o Irã exportou 50 milhões de barris desde a suspensão do bloqueio no Estreito de Ormuz.
- Enviados de Donald Trump viajaram ao Catar para conversas com representantes iranianos, embora Teerã negue diálogos formais.
- Analistas do banco ING alertam que o mercado pode estar precificando um acordo temporário como permanente.
- Tensões internas em Teerã e a pressão da Guarda Revolucionária Islâmica ameaçam a continuidade das negociações de paz.
O preço da gasolina nos Estados Unidos apresentou uma queda de 70 centavos por galão após a assinatura de um memorando de entendimento entre Washington e Teerã. O mercado global de petróleo reflete esse cenário, acumulando o maior declínio trimestral desde 2020, com o WTI e o Brent registrando quedas próximas a 30% no período. A liberação das exportações iranianas, que já somam 50 milhões de barris desde a suspensão do bloqueio, elevou a oferta global e pressionou os preços para baixo, contrariando previsões anteriores de alta e favorecendo a gestão econômica do presidente Donald Trump. A movimentação diplomática ganhou tração com o envio de representantes americanos ao Catar para negociações diretas.
Apesar do alívio imediato no custo de vida, especialistas do Morgan Stanley e do banco ING mantêm cautela sobre a sustentabilidade desse movimento. Embora enviados de Trump estejam em Doha para negociações, o governo iraniano nega conversas formais, e a fragilidade do cessar-fogo é agravada por tensões internas em Teerã e pela pressão da Guarda Revolucionária Islâmica. Com os estoques globais ainda em níveis baixos, o mercado permanece volátil, monitorando se o atual fluxo de oferta será mantido ou se novos impasses políticos reverterão a tendência de queda dos preços, especialmente diante da percepção de que o mercado pode estar superestimando a durabilidade do atual acordo.
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