Preço do petróleo cai 17% em maio com expectativa de acordo EUA-Irã
O barril encerra maio em queda acentuada com otimismo diplomático entre EUA e Irã, embora tensões geopolíticas e ataques na Rússia limitem o alívio nos preços.
Pontos principais
- O petróleo Brent fechou abaixo de US$ 90, acumulando queda de 17% no mês de maio.
- O WTI para julho encerrou o dia a US$ 87,36, refletindo a expectativa de um acordo de cessar-fogo de 60 dias.
- O presidente Donald Trump convocou reunião na Casa Branca para discutir termos finais, enquanto o Irã mantém ceticismo sobre garantias.
- Apesar da queda nos preços, ataques de drones contra instalações russas em Yaroslavl e estoques baixos mantêm a volatilidade.
- O presidente Trump propôs a suspensão do imposto federal sobre combustíveis nos EUA, medida que enfrenta resistência no Congresso.
- O mercado registrou queda adicional de 1,7% nesta sexta-feira, consolidando uma retração semanal de 12%.
O mercado internacional de petróleo encerrou o mês de maio com uma desvalorização acumulada de 17%, com o Brent cotado abaixo de US$ 90 e o WTI a US$ 87,36. O movimento reflete o otimismo dos investidores diante da possibilidade de um acordo diplomático entre os Estados Unidos e o Irã, que estenderia o cessar-fogo por 60 dias. O presidente Donald Trump sinalizou a realização de uma reunião na Casa Branca para definir os termos finais do entendimento, embora o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, tenha manifestado ceticismo quanto às garantias oferecidas pela administração americana. Nesta última sexta-feira, o mercado recuou mais 1,7%, fechando uma semana de queda de 12%.
Mesmo com a desvalorização, o impacto para o consumidor final permanece limitado e a instabilidade geopolítica persiste. Novos ataques de drones atingiram instalações de combustível na região russa de Yaroslavl, somando-se a dificuldades logísticas e estoques globais reduzidos. Diante desse cenário, o presidente Trump busca alternativas para aliviar o custo de vida, tendo proposto a suspensão do imposto federal sobre combustíveis, uma medida que ainda enfrenta forte resistência no Congresso americano.
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