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Lula participa da 68ª Cúpula do Mercosul em Assunção

Presidente brasileiro discute integração regional e avanço de acordos comerciais com parceiros globais durante cúpula no Paraguai.

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Foto: G1 Mundo
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30/06 às 09:31 · atualizado 16:15

Pontos principais

  • Lula defende o início imediato de tratativas comerciais entre o Mercosul e a China.
  • Bloco oficializa negociações com Japão, Canadá, Índia, Vietnã e Emirados Árabes.
  • Bolívia formaliza ingresso no bloco, ampliando a base de recursos naturais e a rede energética regional.
  • Uruguai assume a presidência temporária do bloco com foco em alinhamento regional.
  • Especialistas sugerem flexibilização das regras para permitir negociações individuais entre países-membros.
  • Acordo entre Mercosul e União Europeia é tratado como prioridade, apesar de críticas sobre assimetrias.
  • Brasil amplia contribuição ao Focem e propõe pacto regional para o combate à violência contra a mulher.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda em Assunção, no Paraguai, para a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul. O encontro tem como foco central o fortalecimento da integração regional e o avanço de negociações comerciais estratégicas. Durante o evento, o governo brasileiro reforçou a intenção do bloco de iniciar tratativas com a China, além de confirmar conversas com Japão, Canadá e Emirados Árabes. A formalização do ingresso da Bolívia foi destacada como um reforço fundamental para a rede energética e a base de recursos naturais da região, enquanto o Uruguai assume a presidência temporária do bloco com o objetivo de promover maior alinhamento regional.

Paralelamente às novas frentes de negociação, o bloco enfrenta desafios estruturais. O presidente do Paraguai, Santiago Peña, expressou críticas à implementação do acordo com a União Europeia devido a assimetrias nas cotas de exportação, embora o tratado continue sendo visto como o maior avanço comercial da história do bloco. Especialistas apontam que a necessidade de reformas, incluindo a possível flexibilização das regras para negociações individuais entre países-membros e parceiros externos, ganha força no debate, embora o calendário eleitoral brasileiro possa atuar como um fator de desaceleração nas tratativas durante o segundo semestre.

Entre as medidas de impacto social anunciadas pelo Brasil, destacam-se o aumento da contribuição ao Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), a oficialização da Carteira de Identidade Nacional como documento de viagem e a proposta de um pacto regional contra o feminicídio. O presidente Lula retorna a Brasília nesta terça-feira para o lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar, encerrando sua participação na cúpula que busca reposicionar o bloco em meio à reorganização do comércio global.

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