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Governo encerra subsídio ao diesel e Petrobras reduz preço nas refinarias

O governo retira o subsídio de R$ 0,35 ao diesel em julho, enquanto a Petrobras ajusta seus preços para manter o valor final às distribuidoras em R$ 3,30 por litro.

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Foto: G1 - Economia
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30/06 às 16:45 · atualizado 23:02

Pontos principais

  • O subsídio governamental de R$ 0,35 por litro de diesel será encerrado em 1º de julho.
  • A Petrobras reduziu o preço do diesel nas refinarias em R$ 0,3515 para compensar o fim da subvenção.
  • O preço final do combustível para as distribuidoras permanece estável em R$ 3,30 por litro.
  • A operação casada visa evitar repasses ao consumidor final e impactos inflacionários.
  • A decisão reflete a queda do petróleo internacional após o fim do conflito entre Estados Unidos e Irã.
  • O ajuste é fundamentado pela Medida Provisória 1.358 e pela evolução dos mercados interno e externo.
  • O governo avalia a retirada gradual de outros benefícios, como R$ 1,15 no diesel e R$ 0,44 na gasolina.
  • A medida busca preservar as contas públicas e garantir o cumprimento da meta de resultado primário de 2026.
  • O Ministério da Fazenda declarou que o cenário atual torna o PLP dos Combustíveis sem propósito imediato.

O governo federal anunciou o fim do subsídio temporário de R$ 0,35 por litro de diesel, com vigência a partir de 1º de julho. A decisão foi motivada pela estabilização e queda recente nas cotações do petróleo, influenciada pelo fim do conflito entre Estados Unidos e Irã, o que reduziu a pressão sobre os custos de importação. Para evitar que a retirada do benefício fiscal impactasse diretamente o consumidor final, a Petrobras comunicou simultaneamente uma redução de R$ 0,3515 no preço do diesel vendido nas refinarias, mantendo o valor final às distribuidoras em R$ 3,30 por litro. Essa operação casada, amparada pela Medida Provisória 1.358, busca garantir a estabilidade dos preços nas bombas durante a transição da política de combustíveis.

Segundo o Ministério da Fazenda, o cenário geopolítico atual tornou o Projeto de Lei Complementar (PLP) dos Combustíveis sem propósito, permitindo que a equipe econômica avance na revisão de incentivos fiscais para assegurar o cumprimento da meta de resultado primário de 2026. Além do corte imediato, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, confirmou que a administração avalia a retirada gradual de outros benefícios, como a subvenção de R$ 0,44 na gasolina e um auxílio adicional de R$ 1,15 vigente para o diesel. A equipe econômica reafirmou a política de não praticar preços artificiais, garantindo que o processo de desoneração será conduzido com monitoramento diário.

Embora a redução da Petrobras neutralize o impacto imediato da retirada do subsídio, o mercado permanece atento aos próximos passos da estatal. A empresa reforçou que o ajuste reflete sua política de preços em sintonia com as decisões governamentais e a realidade do mercado internacional. O governo mantém o foco no equilíbrio fiscal enquanto ajusta a política de preços, buscando um equilíbrio entre a responsabilidade com as contas públicas e a proteção do consumidor contra volatilidades bruscas, assegurando que não haverá impacto direto no preço final pago nas bombas.

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