Cuba acusa EUA de pressionar ONU para adiar debate sobre embargo
O governo cubano denuncia pressões americanas na ONU e aponta estagnação no diálogo diplomático, apesar de reformas econômicas na ilha.
Pontos principais
- O chanceler Bruno Rodríguez denunciou pressões do governo dos EUA para adiar o debate sobre o embargo na ONU, previsto para 7 de julho.
- Cuba afirma que as negociações diplomáticas com a administração Trump estão estagnadas.
- O governo cubano sustenta que as sanções persistem mesmo após a implementação de reformas de livre mercado na ilha.
- A pauta na Assembleia Geral da ONU incluirá o impacto do embargo de petróleo e das sanções econômicas na população cubana.
O governo de Cuba, por meio do chanceler Bruno Rodríguez, acusou os Estados Unidos de exercerem pressão indevida sobre Estados-membros da ONU para adiar o debate sobre o embargo econômico, agendado para 7 de julho. Segundo Havana, o Departamento de Estado norte-americano tem intimidado delegações internacionais para postergar a discussão. Em paralelo, o governo cubano declarou que o diálogo diplomático com a administração Trump permanece estagnado, apesar das recentes reformas de livre mercado adotadas na ilha. Rodríguez enfatizou que as sanções vigentes, incluindo restrições ao setor de petróleo, continuam a causar graves prejuízos humanitários. O anúncio reflete a frustração de Cuba com a falta de flexibilização da política externa americana, evidenciando a persistência do impasse histórico entre as duas nações enquanto a ilha busca mobilizar apoio internacional contra as restrições comerciais.
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