Câmara debate criação de observatório para monitorar ISTs em mulheres
Comissão da Câmara discute a criação de um observatório para enfrentar a alta incidência de ISTs entre mulheres vulnerabilizadas no Brasil.
Pontos principais
- A proposta visa monitorar doenças como HIV, sífilis e tuberculose através de indicadores territoriais.
- Dados do Ministério da Saúde apontam maior vulnerabilidade de mulheres pretas e pardas, especialmente no Norte e Nordeste.
- Estudos indicam que 61% dos casos de sífilis em mulheres negras seriam evitáveis com acesso equitativo à saúde.
- Representantes da sociedade civil criticam a exclusão feminina em pesquisas de novas tecnologias de prevenção.
A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados iniciou debates para a criação de um observatório voltado ao monitoramento de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) entre mulheres em situação de vulnerabilidade. Proposta pela deputada Erika Kokay, a iniciativa busca integrar a Agenda Prioritária de enfrentamento a doenças como HIV, sífilis e tuberculose, utilizando indicadores territoriais para subsidiar políticas públicas mais eficazes. O foco é reduzir as desigualdades no acesso à saúde, que impactam desproporcionalmente mulheres pretas e pardas, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste do país. Durante a audiência, especialistas destacaram que a falta de dados precisos e a sub-representação feminina em estudos de novas tecnologias de prevenção dificultam o controle dessas enfermidades, ressaltando que a maioria dos casos de sífilis poderia ser evitada com políticas de saúde mais equitativas.
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