Com o fim da patente do Ozempic em 2026, a Anvisa analisa 16 novos registros de semaglutida para ampliar a oferta e reduzir preços no Brasil.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está processando 16 pedidos de registro para medicamentos à base de semaglutida, substância amplamente utilizada no tratamento de diabetes e obesidade. O movimento ocorre em antecipação ao fim da patente do Ozempic, previsto para março de 2026, que abrirá o mercado brasileiro para novos competidores. Até o momento, o órgão já aprovou o Ozivy, da farmacêutica EMS, enquanto outras empresas, como a Hypera Pharma, seguem com processos em análise aguardando definições de preço pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). A introdução de versões genéricas e biossimilares é vista como uma estratégia fundamental para reduzir os custos do tratamento. A maior disponibilidade do fármaco no mercado privado também pode facilitar as negociações do Ministério da Saúde para a incorporação da semaglutida no SUS, que atualmente avalia o uso da medicação por meio de projetos-piloto.
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