Daily Journal
Daily Journal

Anvisa aprova Ozivy, primeira caneta de semaglutida fabricada no Brasil

A Anvisa registrou a Ozivy, primeira semaglutida nacional da EMS, que deve chegar ao mercado em até 60 dias com preço significativamente menor que o produto original, impulsionando a concorrência no setor.

Daily Journal
Foto: Brazil Journal
||
26/05 às 09:32 · atualizado há 1m

Pontos principais

  • A Anvisa aprovou o registro da Ozivy, primeira semaglutida produzida integralmente no Brasil pela EMS.
  • O medicamento é indicado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, atuando como adjuvante a dieta e exercícios.
  • A patente do princípio ativo, originalmente da Novo Nordisk, expirou em março de 2026.
  • O preço estimado deve representar um desconto de pelo menos 30% a 50% em relação ao produto de marca.
  • A EMS projeta vender 1,2 milhão de unidades no primeiro ano, com faturamento superior a R$ 500 milhões.
  • A comercialização depende da definição do preço máximo pela CMED, com expectativa de lançamento em até 60 dias.
  • Analistas preveem impactos positivos para redes como RD Saúde e Pague Menos devido ao aumento de volume e rentabilidade.
  • A Eurofarma adotou estratégia distinta ao firmar parceria com a Novo Nordisk para distribuir versões licenciadas.
  • Analistas projetam que a entrada do medicamento no mercado deve impulsionar o setor farmacêutico a partir de 2027.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro da Ozivy, a primeira caneta à base de semaglutida produzida inteiramente no Brasil. Desenvolvido pela farmacêutica EMS, o medicamento é um análogo sintético indicado para o tratamento de adultos com diabetes tipo 2, atuando como adjuvante a dietas e exercícios físicos. O produto, classificado pela regulação brasileira como um medicamento novo, exige refrigeração constante tanto antes quanto após o início do uso. O processo marca um avanço na capacidade da indústria nacional em produzir fármacos de alta complexidade, reduzindo a dependência de importações após a expiração da patente da dinamarquesa Novo Nordisk em março de 2026.

Com a expectativa de lançamento em até 60 dias, o mercado estima que o preço por dose seja significativamente inferior ao valor praticado pelo produto de marca original, com descontos projetados entre 30% e 50%. A EMS projeta a venda de 1,2 milhão de unidades no primeiro ano, com faturamento estimado acima de R$ 500 milhões. O início das vendas depende agora da definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Enquanto a EMS lidera a produção nacional, a Eurofarma adotou uma estratégia distinta ao firmar parceria com a Novo Nordisk para distribuir versões licenciadas do medicamento, diversificando as opções no mercado brasileiro.

Analistas do setor, incluindo instituições como Santander e Goldman Sachs, indicam que a maior acessibilidade do tratamento deve beneficiar redes de farmácias, como RD Saúde e Pague Menos, além de empresas como a Hypera, impulsionando o lucro do segmento a partir de 2027. A agência reguladora informou que outros seis pedidos de similares seguem em análise, refletindo a abertura competitiva do mercado. Além disso, qualquer eventual incorporação ao SUS passará por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

Comentários

Carregando comentários...