A expiração da patente do Ozempic, medicamento à base de semaglutida amplamente utilizado, não se traduzirá em uma redução imediata de preços no Brasil. A complexidade regulatória e técnica envolvida na aprovação de biossimilares e novos medicamentos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o principal fator para essa demora.
Atualmente, a Anvisa analisa pelo menos 15 pedidos relacionados à semaglutida, abrangendo tanto versões sintéticas quanto biológicas. Devido à natureza complexa da semaglutida, um peptídeo, não é possível produzir cópias genéricas idênticas. Em vez disso, são desenvolvidos biossimilares ou novos medicamentos que exigem um rigoroso exercício de comparabilidade, comprovando qualidade, segurança e eficácia. Esse processo de análise da Anvisa, que inclui a avaliação de resposta imunológica, controle de impurezas e variações moleculares, é demorado e difere da aprovação de genéricos tradicionais. A expectativa de redução de preço para biossimilares é de aproximadamente 20%, inferior aos 35% ou mais observados em genéricos comuns.
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