Novas regras para o consignado privado com garantia do FGTS reduzem juros e inadimplência, mas pressionam a margem de lucro dos bancos.
O governo federal implementou novas diretrizes para o crédito consignado privado, permitindo que trabalhadores utilizem o saldo do FGTS e verbas rescisórias como garantia. Com a fixação de um teto de juros em 1,99% ao mês, a medida busca ampliar o acesso ao crédito e reduzir os índices de inadimplência no setor. Analistas do UBS BB apontam que, embora a mudança traga maior segurança operacional para as instituições financeiras, a rentabilidade do produto deve sofrer uma queda significativa, passando de 40% para aproximadamente 18%. A expectativa é que bancos com abordagens mais conservadoras, como o Nubank e grandes incumbentes, sejam os principais beneficiados pelo novo cenário. O sucesso da iniciativa dependerá da eficácia da plataforma CTPS e da agilidade na portabilidade de crédito entre as instituições participantes.
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