Resolução do CNJ determina o fim dos hospitais de custódia no Brasil, gerando debate sobre a transição para o tratamento em liberdade.
A política antimanicomial promovida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por meio da Resolução 487, busca substituir a internação em hospitais de custódia pelo tratamento em liberdade. A iniciativa, que visa combater violações de direitos humanos e maus-tratos historicamente associados a essas instituições, tem apresentado resultados práticos, com uma queda significativa no número de pacientes internados entre 2023 e 2025 e a desativação completa de unidades em seis estados. O modelo propõe que o acompanhamento de pessoas com transtornos mentais em conflito com a lei seja realizado por meio da rede de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Contudo, a implementação enfrenta resistência jurídica, com entidades como a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e membros do Ministério Público questionando a capacidade da rede pública de saúde em absorver essa demanda, levando o debate ao Supremo Tribunal Federal.
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