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Revista Radis aponta riscos de comunidades terapêuticas ao SUS

Publicação da Fiocruz questiona o modelo das comunidades terapêuticas e seu impacto nas conquistas da Reforma Psiquiátrica brasileira.

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Foto: Agência Fiocruz
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12/06 às 10:36

Pontos principais

  • A revista Radis, da Fiocruz, critica a expansão de comunidades terapêuticas no Brasil.
  • O debate foca na tensão entre essas instituições privadas e a rede pública de saúde mental.
  • Especialistas questionam a eficácia dos métodos de acolhimento frente ao sistema de atenção psicossocial.
  • A Fiocruz defende a centralidade do SUS no tratamento de transtornos mentais e dependência química.

A revista Radis, vinculada à Fiocruz, publicou uma análise crítica sobre o papel das comunidades terapêuticas no cenário da saúde mental brasileira. O texto destaca uma tensão crescente entre o modelo dessas instituições e a rede pública de atenção psicossocial, argumentando que o crescimento desse setor pode comprometer os avanços históricos alcançados pela Reforma Psiquiátrica no país. A publicação questiona a eficácia e os métodos de tratamento aplicados por essas entidades de acolhimento, contrapondo-os às diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS).

O debate centraliza-se na preservação de um modelo de cuidado baseado na cidadania e na reinserção social, em oposição a práticas que, segundo a análise, podem se distanciar das políticas públicas de saúde mental. A Fiocruz reafirma a importância de fortalecer o SUS como o principal pilar para o tratamento de transtornos mentais e dependência química, garantindo que o cuidado permaneça alinhado aos direitos humanos e às conquistas da Reforma Psiquiátrica.

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