Novo protocolo de exportação de carne à UE enfrenta desafios técnicos
Governo lança certificação para bovinos sem antimicrobianos, mas analistas preveem interrupção temporária nas vendas para a União Europeia.
Pontos principais
- O protocolo exige que bovinos destinados à UE nunca tenham recebido medicamentos antimicrobianos.
- A adesão é voluntária e necessária para manter o acesso ao mercado europeu a partir de 3 de setembro.
- Atualmente, não há propriedades rurais brasileiras certificadas para cumprir a nova norma.
- A normalização das exportações dependerá da velocidade de adaptação dos produtores, processo estimado em meses.
O governo brasileiro implementou um novo protocolo de certificação para bovinos com o objetivo de atender às rigorosas exigências da União Europeia sobre o uso de antimicrobianos. Embora a medida seja vista como um avanço técnico necessário para a manutenção das exportações a partir de 3 de setembro, especialistas da Genial Investimentos alertam que a falta de propriedades rurais certificadas no momento atual deve causar interrupções temporárias no fluxo comercial. A norma estabelece que os animais destinados ao bloco europeu não podem ter recebido qualquer tipo de medicamento antimicrobiano ao longo de sua vida. A retomada plena das vendas dependerá da agilidade dos produtores em adequar suas operações às novas diretrizes, um processo que deve levar meses. Apesar do impacto imediato, o mercado mantém suas projeções para o setor, considerando o cenário como uma transição esperada.
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